Archive for ‘Na mídia’

01/06/2017

1ª Semana Nacional de Arquivos.

Capturarsemana

O Arquivo Nacional e a Fundação Casa de Rui Barbosa lançam a 1ª Semana Nacional de Arquivos, com o tema “Arquivos abertos, cultura e patrimônio” o evento acontece de 05 a 10 de junho.

A Semana Nacional de Arquivos é a primeira iniciativa deste tipo na área, que visa ampliar a visibilidade dos arquivos e sua inserção na sociedade e é baseada na bem sucedida Semana de Museus. O Arquivo Nacional organiza o evento, em conjunto com a Fundação Casa de Rui Barbosa. Diversas instituições de todo o país se inscreveram, contando com visitas mediadas, palestras, oficinas, exibição de filmes e muito mais!

Essa iniciativa é uma das ações previstas no Plano Setorial de Arquivos (2016-2026), aprovado em 2016 pelo Conselho Nacional de Política Cultural. A data escolhida para a realização deste evento foi justamente na semana em que se celebra o Dia Internacional dos Arquivos: 9 de junho.

Separamos a programação de algumas instituições aqui de Minas Gerais, mas a programação nacional completa está disponível no site: http://semanadearquivos.arquivonacional.gov.br/pt-br/

Arquivo Público Mineiro 

Inscrições gratuitas: https://goo.gl/sO8Ju6
Vagas limitadas.

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Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte

Inscrições: dptpa.fmc@pbh.gov.br

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Assembléia Legislativa de Minas Gerais

Interessados devem encaminhar o pedido para o e-mail escola.eventos@almg.gov.br, informando o título da atividade – Assembleia de Minas na 1ª Semana Nacional de Arquivos.
Caso tenha interesse de participar da visita à ALMG, deverá indicar o dia da sua preferência, informando ainda nome e endereço completo, CPF e e-mail.

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Dúvidas, informações e esclarecimentos pelo endereço: semanadearquivos@arquivonacional.gov.br

Evento no Facebook

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03/02/2016

Mudanças do Registro Profissional no MT

O Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) informou que a partir de 27 de janeiro vai emitir pela internet um cartão de registro profissional que substituirá as anotações nas Carteiras de Trabalho. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

A partir de agora, os trabalhadores que tiverem o pedido de registro aceito pelo Ministério devem acessar o Sistema Informatizado de Registro Profissional (Sirpweb), disponível no site do governo, para imprimir o seu cartão. Assim, não será mais preciso retornar ao posto de atendimento para anotar o registro na Carteira de Trabalho.

Segundo o governo, o objetivo é oferecer um atendimento “mais moderno e rápido” aos profissionais que pedem o registro, além de “aprimorar a segurança das informações e fornecer mecanismos hábeis de comprovação”.

Pelo sistema, o interessado poderá ingressar com o seu pedido de registro profissional virtualmente, acompanhar o andamento da análise da sua solicitação, consultar a situação de seu registro e imprimir o seu cartão.

O registro profissional é um cadastro do Ministério do Trabalho e Previdência Social. Ele permite que profissionais de 14 categorias regulamentadas por leis federais ingressem no mercado de trabalho: agenciador de propaganda, arquivista, artista, atuário, guardador e lavador de veículos, jornalista, publicitário, radialista, secretário, sociólogo, técnico em arquivo, técnico em espetáculos de diversões, técnico de segurança do trabalho e técnico em secretariado.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/cartao-vai-substituir-anotacao-em-carteira-de-trabalho-diz-governo.html

16/05/2014

Político e pedófilo pedem ao Google para “serem esquecidos”

O Google começou a receber pedidos de remoção de resultados de sua busca logo após o julgamento do Tribunal Europeu que entendeu que um indivíduo pode forcá-lo a remover resultados “irrelevantes e desatualizados”.

Um ex-político que busca reeleição pediu a remoção de links para um artigo sobre seu comportamento no cargo.

Um homem condenado por possuir imagens de crianças sofrendo abuso também requisitou que links para páginas sobre sua condenação sejam removidos.

Também um médico quer que avaliações negativas sobre si, feitas por seus pacientes, sejam removidas dos resultados.

O Google não se pronunciou sobre o chamado “direito ao esquecimento” desde quando descreveu o julgamento do Tribunal Europeu como “decepcionante”.

Também não divulgou números sobre a quantidade de pedidos de remoção que recebeu desde então.

O caso que motivou o julgamento foi o de um cidadão espanhol que entrou com uma ação judicial para remover dos resultados do Google o anúncio do leilão de sua casa, que tinha por objetivo liquidar dívidas que possuía, alegando que a informação estaria infringindo sua privacidade.

O julgamento surpreendeu por ser contrário ao parecer do Advogado Geral Europeu, que entendeu que os buscadores não são obrigados a atender tais pedidos de remoção.

Viviane Reding, Comissária da União Européia, descreveu a decisão como “uma clara vitória para a proteção dos dados pessoais dos europeus”, mas muitos estão preocupados com as consequências contra a liberdade de expressão e acesso à informação.

Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, criticou o julgamento, classificando-o como “surpreendente”. Defensores da liberdade de expressão da organização Index on Cersorship alertam que o julgamento “deveria causar um frio na espinha de qualquer cidadão da União Européia que acredite na importância da liberdade de expressão e do livre acesso à informação”.

“O tribunal entendeu que os desejos de um indivíduo se sobrepõem aos interesses da sociedade em obter todos os fatos sobre um determinado acontecimento”, acrescentaram.

Marc Dautlich, advogado da Pinsent Masons, comentou que os buscadores encontrarão bastante dificultade para implementar a nova diretriz.

“Como farão se receberem um volume significativo de pedidos de remoção? Montarão toda uma indústria voltada a peneirar papeladas?”, indagou.

“Não posso dizer o que farão, mas se fosse eu diria ‘não’ e diria a cada indivíduo que procurasse o Gabinete do Comissário de Informações”.

Apesar de o julgamento se referir especificamente a buscadores e entender que apenas os links para as informações, e não as informações em si, devem ser removidos, alguns jornais já notaram um aumento no número de pessoas solicitando a remoção de notícias.

Fonte: http://rafaelcosta.jusbrasil.com.br/noticias/119751656/politico-e-pedofilo-pedem-ao-google-para-serem-esquecidos

25/03/2013

Serviço eletrônico informa sobre documentos ‘achados e perdidos’

Um serviço eletrônico ajudará a população a saber se a carteira de identidade perdida foi encontrada e se o documento foi entregue ao Instituto de Identificação da Polícia Civil do Pará. A Polícia implantará até o final de março o sistema “Achados e Perdidos Eletrônicos”, que será colocado à disposição da população, via internet, no site da instituição.

A informação sobre o documento poderá ser checada pelo usuário no site antes de agendar o atendimento para expedir uma nova carteira de identidade. O serviço foi idealizado por causa da demanda de documentos pessoais que são achados e entregues quase que diariamente ao Instituto de Identificação.

“Estamos fazendo uma triagem nos documentos que já dispomos, selecionando os que ainda apresentam condições de uso e já começamos a alimentar um banco de dados. As informações do documento achado estão sendo colocadas em um sistema informatizado que fará a busca na internet, bastando digitar o nome completo do dono do documento, a filiação, a data de nascimento e a naturalidade da pessoa”, explica Ricardo Paula, diretor de Identificação da Polícia Civil. O diretor acredita que o novo serviço evitará que as pessoas gastem R$ 33,40, valor da taxa para emitir a segunda e demais vias do documento.

Entre os documentos encontrados e levados à polícia, estão: cartões de crédito, cartão de CPF, carteira de habilitação de motorista e, principalmente, a carteira de identidade. Segundo Ricardo Paula, os documentos de identidade são encontrados, com mais frequência, em locais como shopping centers, lojas de departamentos e agências de correios.

Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2013/03/servico-eletronico-informa-sobre-documentos-achados-e-perdidos.html

16/03/2012

A imagem invisível

A capa da revista Time com data de 5 de março provocou um bom debate. Em 20 fotografias enfileiradas sobre fundo branco, ela retratou rostos de americanos de origem latina. São homens e mulheres, de várias idades, mas todos eles, sem exceção, morenos, de olhos sutilmente puxados. Ao centro, uma chamada em espanhol: “Yo Decido”. Ao lado, um pequeno texto explicativo: “Por que os latinos decidirão a escolha do próximo presidente.”

Detalhe explosivo: numa das fotos – logo na fileira do alto, o terceiro da esquerda para a direita – está alguém que não nasceu nem no México nem na Guatemala. Embora nenhuma das personagens da capa esteja identificada, logo se soube que aquela pessoa, fisicamente parecida com as outras 19 que lhe fazem companhia na capa, era Michael Schennum, um tipo simpático de ascendência chinesa. Ele não é, nem nunca foi, o que a revista Time chama de latino, mas está lá para provar que os latinos existem. Foi o que bastou para que se armasse uma grita na internet. Duramente questionada pela multidão, a revista não teve outra saída: em questão de poucos dias, precisou pedir desculpas em seu site pelo que chamou de “mal-entendido”.O episódio, que já rendeu polêmicas pertinentes, ainda vai ser muito comentado na imprensa e nas escolas de Jornalismo. Uns dirão que a Time cometeu um deslize ético. Outros, mais técnicos, afirmarão que houve pressa e descuido na seleção das fotos. Haverá ainda os que falarão da força crescente das redes sociais para fiscalizar e denunciar os desvios da mídia. Todos estarão certos, como de costume, mas o que essa história tem de mais interessante não tem que ver apenas com a ética ou com a técnica da atividade jornalística, assim como não se restringe ao poder dos internautas de desmentir a famigerada “grande imprensa”. O melhor do episódio está num campo mais vasto, mais crítico, mais fascinante e mais incerto: ele nos leva  refletir sobre o limite da fotografia como registro da realidade no jornalismo. América Latina é território?

Comecemos pelo óbvio: há fenômenos que a fotografia é incapaz de registrar. Parece uma aleivosia dizer isso nestes tempos de culto das imagens, mas há notícias, há fatos, há personagens que os olhos não podem ver, mas o pensamento pode saber que existem de verdade. O jornalismo pode dar conta deles, sem dúvida, mas, aí, as câmeras fotográficas não apenas não ajudam, como, às vezes, atrapalham. Foi o que aconteceu agora com a Time, que tentou fabricar um fenótipo quase individualizado para uma demografia difusa.

O equívoco da Time não veio de um preconceito racial ou de más intenções inconfessas, mas da tentativa de fotografar o que não tem face própria, nem pode ter. A revista quis dar rosto a algo que não tem um rosto uniforme e, nesse artifício gráfico, distorceu a face da América. Pior: contribuiu para estigmatizar, pela cor da pele, pelo formato dos olhos, pela textura dos cabelos, pessoas que são tão americanas quanto Kim Basinger, Muhammad Ali ou Louis Armstrong. A Time apontou sua objetiva para uma demografia e captou apenas um erro de informação. Atenção para isso: mesmo que o descendente de chineses Michael Schennum não estivesse ali, a capa da Time com data de 5 de março seria bastante problemática. Ou mesmo errada.

Para que se entenda melhor a invisibilidade de que estamos falando aqui, pensemos no conceito de América Latina. Alguém consegue demarcar no mapa, com exatidão, onde começa e onde termina esse território? Aliás, a América Latina é território? Ou é um conceito cultural? Será que a América Latina acaba na cerca mortal que separa o México dos Estados Unidos? Ou ela continua para dentro do estado do Texas, chegando mesmo à periferia de Nova York? Será que a América Latina não está, hoje, dentro da própria alma do eleitorado americano? A revista Time, a seu modo, diz que sim, mostrando que 9% dos eleitores americanos são latinos. São eles, segundo a revista, que decidirão a disputa. Por isso ela quis mostrar o rosto deles, e errou.

Foto do perfil Linkedin de Schennum

Crença fanática nas imagens

Os latinos não têm um rosto homogêneo. Assim como o conceito de América Latina não tem fronteiras nítidas na geografia, o aspecto físico dos latinos não é único, distinto de todos os demais, pois nascem bebês de olhos azuis no Peru e em El Salvador. Há latinos loiros e negros despejando suas escolhas nas urnas americanas, mas eles não são um tipo físico. Os latinos da Time são reais, eles existem, mas, para quem quiser enxergá-los um a um, no meio das massas humanas que trafegam nas cidades americanas, eles são invisíveis. Podemos deles ter muitas imagens, mas não podemos ter um retrato. A não ser que queiramos estigmatizá-los, segregá-los, isolá-los, separá-los do povo – e se for esse o caso, teremos de inventar um tipo físico e, com base nele, traçar a linha de corte, o que poderia dar em tragédia.

De tudo isso temos uma conclusão provisória: vídeos, filmes e fotografias não são o critério da verdade, não são capazes de separar o que existe do que não existe. Às vezes as fotografias só mostram uma ilusão, como ocorreu com esse estereótipo de “latinos” que tomou de assalto a capa da Time. Quando é assim, a fotografia é antifactual, antijornalística por definição, apenas uma miragem.

No documentário Janela da Alma, de 2001, dirigido por João Jardim e Walter Carvalho, o escritor José Saramago dá um depoimento difícil de esquecer: “Foram necessários mais de 2 mil anos para que a humanidade inteira entrasse dentro da caverna de Platão.” Para ele, a nossa civilização é prisioneira da crença fanática que tem nas imagens. Só damos o estatuto de verdade ao que podemos ver. Um dos muitos problemas que isso nos causou aparece agora na capa da Time. Às vezes criamos falsos deuses, ou falsas fotos jornalísticas, para dar traços de fisionomia ao que são apenas fantasmas da ideologia.

***

Por Eugênio Bucci em 13/03/2012 na edição 685

Réplica da matéria publicada no Observatório da Imprensa: http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed685_a_imagem_invisivel

10/03/2012

Guarda da NF-e e do CT-e tira o sono de muitas empresas

Exigida já há alguns anos, a emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) trouxe mudanças no setor fiscal e exigiu grande mobilização dos departamentos de TI das empresas brasileiras. Atualmente, os sistemas desenvolvidos para atender estas exigências estão mais estáveis e confiáveis. Contudo, a NF-e e a CT-e ainda não deixaram de ser uma preocupação para as empresas.

O grande desafio agora é o que fazer com os documentos recebidos. Legalmente, quem recebe o arquivo XML tem a obrigação de guardá-lo e certificar-se de que ele é um arquivo válido. Imagine que o processo de recebimento de NF-e ou CT-e antes era pegar a nota fiscal já com o caminhão na porta da empresa, fazer a conferência física, seguir com a entrada no sistema e arquivamento do documento fiscal.

Com a entrada dos documentos eletrônicos temos o processo iniciando não mais com a chegada do caminhão, mas antes mesmo deste sair do fornecedor. No momento da emissão da nota com o envio do XML, o mesmo sendo recebido, inicia-se o processo de recebimento. Na chegada da mercadoria é obrigação garantir que o XML já esteja na empresa e ainda validar o mesmo na respectiva Secretaria da Fazenda (SEFAZ).

Essas mudanças não trouxeram só complicações, mas sim muitas possibilidades de melhorias no processo – desde a inclusão da data de emissão da NF-e no fornecedor em relatórios de planejamento da produção até ao ponto de negociar com os fornecedores a saída do caminhão somente após a validação do XML contra o pedido de compra, garantindo assim um ganho de tempo considerável no recebimento da mercadoria.

As empresas que já possuem a recepção de NF-e e CT-e automatizadas afirmam que sem o recebimento automático teriam um desgaste enorme para consultar a validade e arquivar os XMLs. Com essa solução as empresas ganham tempo de entrada da mercadoria e ainda em segurança da informação.

A tecnologia corre atrás ou na frente para apoiar o negócio. A maioria dos sistemas de mensageria é capaz de receber e de validar estes arquivos, mas muitos poucos conseguem comparar o XML com o que está escriturado no ERP, deixando o recebedor “às cegas”, sem a certeza de ter um XML válido para toda entrada realizada na empresa.

A preocupação com o passivo gerado por esse processo tem surgido com maior força na pauta das discussões de melhorias para o ano de 2012. As empresas já não sabem por quanto tempo conseguem conviver com essa desconformidade legal ou com o atraso no processo de recebimento. Mais uma vez, é preciso unir forças entre a tecnologia e o negócio para evitar perdas e gerar ganhos.

As exigências do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) vieram para melhorar a relação entre as empresas e o fisco, fazendo com que este processo seja mais transparente e a fiscalização possa ser mais bem realizada. Mas as organizações podem e devem aproveitar estas obrigações para se modernizar e otimizar as atividades.

(*) Fernando Lino é Diretor de Negócios SAP ECC da Veratis.

Réplica do CIO UOL

http://cio.uol.com.br/opiniao/2012/02/28/guarda-da-nf-e-e-do-ct-e-tiram-o-sono-de-muitas-empresas/

01/02/2012

Gerenciamento de documentos traz resultados de R$ 1,2 bilhão para empresas

Segundo a ABGD, Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Documentos, o setor de gestão documental é um dos que mais crescem na economia, com expansão acima de 25% ao ano. O faturamento das empresas que operam no segmento chegou a R$ 1,2 bilhão em 2011.

Entretanto, segundo o reeleito presidente da ABGD, Eduardo Coppola Gutierrez, 2012 será um período com desafios e alterações no mercado. “Notamos que ainda existe grande carência por parte das empresas em definir processos para uma boa gestão das informações geradas diariamente”, explica o dirigente. As mudanças que o setor virá a sofrer, de acordo com a associação estão ligadas às convergências tecnológicas e novas soluções, como a computação nas nuvens, com a migração em massa de dados corporativos para servidores compartilhados. “A velocidade de mudança das novas tecnologias e a forma com que colaboram com o setor abrem oportunidades incríveis para as empresas que atuam nesse segmento”, assinala Eduardo Coppola Gutierrez.

O presidente da ABGD está otimista com as perspectivas de crescimento para este ano, uma vez que as corporações despertaram para a necessidade de trabalhar com ferramentas de gerenciamento de documentos, não apenas para redução de custos, mas na melhoria tanto da qualidade gerencial como na prestação de serviços aos clientes. Na verdade, as companhias que gerenciam documentos e demais informações corporativas oferecem agora uma cesta de serviços, além da simples guarda de documentos nos galpões. A pesquisa da informação, por exemplo, que antes era demorada por estar no papel, agora é feita em segundos com a digitalização dos documentos. As empresas, com o formato digital, também cortaram enormes gastos com aluguel de imóveis para a guarda das caixas de documentos. E a captura descentralizada de dados corporativos, com as novas ferramentas de gerenciamento, aumentou o controle das companhias sobre o seu acervo. Como a informação saiu do papel para o espaço digital, ganhou-se rapidez, essencial para diversas necessidades empresariais. Entre elas, a geração de provas, em situações críticas, como processos trabalhistas, fiscalização do imposto de renda, prefeituras e governos estaduais.  A validação de documentos digitalizados acelerou ainda o fechamento de contratos entre empresas.

“As empresas desejam cada vez mais encontrar parceiros provedores de soluções integradas em toda cadeia documental (Full BPO – Business Process Outsorcing), o que abre espaço para o maior crescimento do setor. O mercado brasileiro é relativamente novo na área de gestão da informação. Porém, as novas tecnologias avançam com enorme velocidade no país. Se há 20 ou 25 anos nosso setor era simplesmente um local para guarda física de documentos, isso mudou drasticamente com os anos, seja com o gerenciamento físico desses documentos, ou mais recentemente, de toda gestão da cadeia das informações de origem física (papel) ou digital, em decorrência do grande aumento na digitalização dos dados, bem como nos processos de formalização de contratos, entre outros serviços de BPO (Business Process Outsourcing). Isso aumentou a busca de parceiros com excelência nos serviços de Gestão Documental, o que fez com que o segmento passe por uma rápida profissionalização. Para que os prazos de atendimento e as questões envolvendo segurança da informação sejam cumpridas, é evidente que a profissionalização do segmento é um caminho natural a ser seguido”, destaca Eduardo Coppola. “Para os próximos anos, acreditamos que todo diferencial desse mercado estará fundamentado em novas ferramentas e sistemas de gestão seguros da informação, totalmente integradas aos sistemas dos clientes, sem nos esquecer da qualidade da mão de obra cada vez mais especializada nos processos internos das empresas”, observa Eduardo.

Réplica da Notícia vinculada no docmanagement: http://docmanagement.com.br/2012/01/26/gerenciamento-de-documentos-traz-resultados-de-r-12-bilhao-para-empresas/

18/12/2011

Cresce a demanda por cursos de arquivologia

Carreira oferece variedade e quantidade de empregos e boa remuneração

Profissão em alta, com muitas ofertas de estágios, empregos públicos e privados e garantia de bons salários. É o que confirmam professores e alunos dos cursos de arquivologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e Universidade Federal Fluminense (UFF), as únicas a oferecer o curso no Estado do Rio.

A disputa pelas vagas é acirrada, apesar de serem oferecidas até 40 oportunidades em cada universidade por semestre. Na UFF, por exemplo, onde já se formaram 800 alunos desde 1978, ano de criação do curso, a relação candidato por vaga é de 5,73. Na Unirio, a entrada de alunos acontece pelo Enem e o total de reingressos chega a ser de dez estudantes por ano.

A duração do curso de graduação é de oito a 12 semestres letivos com carga horária total de 2.400 horas, sendo 840 das disciplinas da grade curricular e outras 840 das disciplinas optativas, 360 horas de estágio obrigatório, 180 do trabalho de conclusão do curso (TCC) e outras 180 referentes às atividades complementares.

O arquivista precisa ser um profissional polivalente, com conhecimento, ao mesmo tempo, amplo e específico, para dar conta do tratamento das informações contidas nos registros documentais produzidos pelas inúmeras atividades da sociedade.

É ele quem coordena e controla a produção, o fluxo e a difusão da informação em qualquer tempo e lugar em que estas sejam produzidas na sociedade contemporânea.

O mercado de trabalho também é amplo para arquivistas. O profissional graduado pode trabalhar dentro das próprias universidades, no Senado, na Câmara, tribunais, assembleias, instituições arquivísticas, centros de documentação e informação, centros de pesquisas, cinematecas, museus, bancos de dados e serviços de consultoria, além de diversos órgãos públicos e privados.

A remuneração varia entre R$ 1,6 mil a R$ 15 mil, no caso de arquivistas do Senado. Nos estágios, os estudantes recebem, em média, R$ 1,2 mil por apenas 6 horas de trabalho e, devido à grande demanda de profissionais na área, muitas vezes é contratado ao final da graduação.

A exemplo de que o curso está crescendo, a Universidade Federal do Pará (UFPA) abre em 2012 a primeira turma de arquivologistas.

É possível encontrar a graduação em três universidades  no Rio Grande do Sul, uma nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Amazônia, Brasília, duas na Paraíba e duas no Rio de Janeiro.

Até o ano de 1991, a graduação só era oferecida em três faculdades. Atualmente o curso já está presente em 16 universidades em todo o País, a maior parte delas instituições públicas federais.

Possibilidade de especialização em diferentes áreas

A professora e coordenadora do programa de pós-graduação em Ciência da Informação e de Arquivologia da UFF, Ana Célia Rodrigues, acredita que a profissão, apesar de ainda não ser regulamentada, apresentou um crescimento bastante significativo. Ela explica que há 10 anos só havia oito cursos em todo o País e atualmente esse número dobrou.

Ela atribui esse aumento ao programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e a valorização da profissão no meio empresarial.

A profissão, que está interligada às disciplinas de museologia e biblioteconomia, já passou por algumas mudanças na grade curricular estabelecidas pelo Ministério da Educação (MEC). Uma delas foi a inclusão das disciplinas voltadas para informática, devido ao aparecimento das novas tecnologias e mídias sociais – que são de grande interesse para os alunos.

“O aprofundamento nas disciplinas de gestão de documentos e gestão de eletrônicos documentais virou exigência das empresas privadas”, destaca Ana Célia.

A estudante do sétimo período de arquivologia da Unirio, Larisse Almeida de Oliveira, de 23 anos, se especializou na área e ressalta que a profissão é gratificante.

“Me sinto realizada. Pretendo seguir na área acadêmica fazendo mestrado para dar aulas de documentações audiovisuais, me aprofundar em idiomas e prestar concursos, já que os salários são promissores”, disse a estudante.

Já a diretora da Escola de Arquivologia da Unirio, Anna Carla Almeida Mariz, especialista em memória social e documental e doutora em Ciência da Informação, destaca  que as disciplinas de conservação e preservação, classificação e avaliação documental são fundamentais no currículo de um bom arquivista.

No entanto, ela esclarece que é o próprio aluno quem irá direcionar as disciplinas de maior importância, de acordo com a área de interesse de trabalho.

“Depois da reforma curricular, o aluno está livre para cursar as disciplinas específicas para as diversas áreas do conhecimento. Toda e qualquer atividade gera documentos e existem cada vez mais papéis, mais acervos e documentos para uma quantidade ainda pequena de profissionais”, enfatiza Anna Carla.

É esse o caso do estudante do quinto período da Unirio, Marcelo Kosawa, de 20. Para ele, a profissão é um complemento para sua graduação em história.

“Adoro história e estou me dando muito bem com as disciplinas de arquivologia. Pretendo trabalhar com arquivos históricos e dar continuidade à vida acadêmica. Acho que as oportunidades estão cada vez maiores para quem tem bons conhecimentos na área em que procura”, afirma.

Formação em gestão de documentos e arquivos

A Unirio, que foi a pioneira em arquivologia, quando o curso ainda era oferecido no Arquivo Nacional, comemorou 100 anos da profissão no dia 9 de dezembro. Uma das conquistas da universidade será a formação de uma escola de mestrado em gestão de documentos e arquivos, a primeira do Brasil.

O projeto está a poucos passos de conseguir total aprovação da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Caps). A Unirio já formou um total de 1.425 alunos.

O estudante do quarto período da Unirio e estagiário da Firjan, Tiago de Araújo Cardoso, de 23 anos já é um dos candidatos ao curso de mestrado.

“Gosto de estudar gestão documental e tenho afinidade com boa parte das disciplinas. Mas independente da especialidade que pretendo seguir, acho que a teoria como um todo tem que estar na ponta da língua de um bom arquivista”, enfatizaTiago.

Apesar se antiga, a profissão ainda não possui um Conselho Profissional. O Sinarquivo, criado há pouco tempo é o órgão que regulamenta as atividades exercidas em concurso, além denunciar possíveis irregularidades nos editais, para cumprir os direitos da categoria.

Fonte:
O FLUMINENSE

Por: Luana Souza 11/12/2011

http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/empregos-e-negocios/cresce-demanda-por-cursos-de-arquivologia

26/11/2011

Os arquivos secretos da Marinha

Uma caixinha de papelão do tamanho de um livro guardou por mais de três décadas uma valiosa coleção de segredos do regime militar implantado no Brasil em 1964. Escondidas por um militar anônimo, 2.326 páginas de documentos microfilmados daquele período foram preservadas intactas da destruição da memória ordenada pelos comandantes fardados. Os papéis copiados em minúsculos fotogramas fazem parte dos arquivos produzidos pelo Centro de Informações da Marinha (Cenimar), o serviço secreto da força naval. Ostentam as tarjas de “secretos” e “ultrassecretos”, níveis máximos para a classificação dos segredos de Estado e considerados de segurança nacional.

Texto completo na ÉPOCA

26/10/2011

Profissões pouco populares que ganham espaço nos concursos públicos

A escolha da carreira a seguir normalmente é cercada por indecisão e muita expectativa dos mais próximos. As alternativas clássicas, como medicina e direito, são sempre bem-vindas. Mas o anúncio da escolha de cursos menos populares, como arquivologia e biblioteconomia pode causar estranheza. A pergunta que, provavelmente, surgirá é: há mercado para essas carreiras? Sim, há! Apesar de pouco conhecidas, são opções interessantes aos que buscam uma vaga no mercado público.

Leia mais no GLOBO

19/10/2011

Sindicato oferece divulgação a parlamentar que homenagear arquivistas

O Dia do Arquivista é comemorado neste dia 20 e o sindicato da categoria quer evitar a qualquer custo que a data passe em branco no país.

Para evitar o esquecimento de senadores e deputados federais, o Sindicato Nacional dos Arquivistas e Técnicos de Arquivo (Sinarquivo) disparou um e-mail pedindo aos parlamentares homenagens no Congresso Nacional. A graça da história está no que foi oferecido em troca das homenagens. Divulgação Gratuita.

Fonte: Jornal do Brasil on line

18/02/2011

Investidores condenados por uso de informação privilegiada

Pela primeira vez, investidores foram condenados criminalmente por uso de informação privilegiada. A sentença é de até um ano e nove meses e multa de mais de R$ 300 mil para cada um dos dois ex-executivos da empresa Sadia.

De acordo com informações do Ministério Público Federal em São Paulo, os dois envolvidos poderão recorrer em liberdade.
Em 2006, eles negociaram, nos EUA, ações da Perdigão, sabendo que a Sadia faria oferta de compra. Os papéis se valorizaram, dando aos dois um lucro de R$ 327 mil.

Os dois ex-executivos foram condenados pelo juiz federal substituto Marcelo Costenaro Cavali, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Um deles foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 349.711,53 e a pena de um ano e nove meses de prisão, convertida na prestação de serviços comunitários e na proibição de exercer função de administrador ou conselheiro de companhia aberta pelo mesmo prazo de cumprimento da pena, de acordo com o Ministério Público Federal em São Paulo.

O outro recebeu multa de R$ 374.940,52 e foi condenado a pena de um ano, cinco meses e 15 dias de prisão, convertidos também em prestação de serviços e proibição de exercício de função semelhante por igual período ao da pena.

Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que atuou com o MPF, essa sentença judicial “aumenta a confiança na ação do estado brasileiro em defesa da integridade do seu mercado de capitais e é mais uma evidência da importância do amplo e produtivo trabalho de prevenção e combate a ilícitos que vem sendo desenvolvido pela autarquia em conjunto com o MPF”.

Fonte: g1.globo.com