Sobre o Arquivista Hi-Tech

Nos dias atuais, mesmo diante dos avanços estratégicos mediados pelo arquivo na moderna administração, e do crescente impacto dos arquivos enquanto fonte privilegiada de informação, a imagem do Arquivista ainda é muito associada a estereótipos amplamente difundidos e impregnados na sociedade. Este é, com frequência, caracterizado como um profissional sem necessidade de formação acadêmica e que desenvolve um trabalho exclusivamente técnico.

Acompanhamos, inclusive, a publicação tanto de oportunidade de trabalho, quanto de editais de concursos públicos nos quais é requisito para a contratação no cargo de “Arquivista” a formação de nível médio ou básico, ou a contratação do profissional em caráter temporário, como se a atividade do arquivo fosse algo sazonal.

Acreditamos que para uma maior visibilidade social do Arquivista e para combater estes estereótipos, é necessário, entre outros fatores, que o Arquivista se posicione como indivíduo portador de conhecimentos estratégicos para as instituições, que busque a formação continuada sempre, visto que um profissional da informação não pode, de forma alguma, estar desatualizado ou à margem da conjuntura informacional contemporânea.

É vital, a nosso ver, que o Arquivista assuma uma postura dinâmica nas instituições, em consonância aos avanços das TIs, que esteja receptivo às mudanças e que desenvolva um papel ativo na criação, conservação e disponibilização de informação para o acesso.

Nesse contexto, o Arquivista Hi-Tech pretende discutir arquivística, visualizando a faceta científica e tecnológica da disciplina. Nosso principal objetivo é estabelecer uma ligação permanente entre o profissional Arquivista e a tecnologia da informação. O Blog é também um canal de divulgação de concursos públicos desta área.

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33 Comentários to “Sobre o Arquivista Hi-Tech”

  1. Estou pensando em fazer faculdade de arquivologia no Unirio, quero saber como é o mercado de trabalho e as oportunidades de estagio logo no 1° periodo

    • Sinceramente, eu não vejo o arquivista como um profissional de muitas possibilidades, eu o vejo como um profissional sem identidade. Não há empregos, principalmente na empresa privada. Há a necessidade de profissionais que trabalhem com documentação, arquitetura da informação, novas tecnologias direcionadas ao resgate e organização de informação, restauração física de documentos… e nada disso existe num curso de Arquivologia. A qualidade dos cursos é a pior possível, os professores desses cursos, que são todos em universidades federais (pq na particular ninguém vai pagar por isso), estão na idade das cavernas, não preparam o aluno para o mercado de trabalho, são teorias que não servem pra nada. Sou formada há 20 anos em arquivologia (Uni-Rio), hj trabalho numa Agencia Reguladora por ser arquivista, mas continuo com a mesma opinião: esse curso é uma fraude. Não há nenhuma necessidade de existir um curso superior em arquivo, não há conteúdo pro curso, é uma total “encheção de linguiça”, uma grande decepção.

      • Bom dia Zilde,
        Se é essa sua posição, só posso respeitá-la. Acredito que é partindo desse tipo de discussão que a arquivística e nossa identidade se desenvolve. No entanto, devo discordar em alguns pontos. No que se refere a Unirio, por exemplo, posso dizer que hoje grande parte do seu corpo docente é formado por arquivistas de formação e que há professores de excelência atuando na instituição. Só para exemplificar, são de lá os professores referência no Brasil em diplomática, paleografia, preservação e políticas públicas de arquivo. Outro ponto, é que o curso não é oferecido somente em federais. Está disponível também na Universidade Estadual da Paraíba (que por sinal vem se destacando), na Universidade Estadual de Londrina e na Universidade Estadual Paulista. Não acredito que universidade nenhuma prepare 100% os alunos para o mercado, ela fornece conhecimento acadêmico, o mercado é outra etapa e é bem diferente da universidade, é claro que os conhecimentos adquiridos lá devem ser aplicados, mas sabemos que há uma certa distância entre teoria e prática. Por isso cabe aos profissionais buscarem conhecimentos e desenvolver-se constantemente. Quanto aos empregos, não tenho esteatíticas duras, mas todos os arquivistas que conheço estão empregados, alguns muitíssimo bem empregados. Mas a vida é reflexo das nossas escolhas, e se você for em qualquer curso de arquivologia hoje, vai perceber que há muitas pessoas de outras áreas cursando arquivologia por algum motivo,muitas vezes mercado de trabalho. Me perdoe a sinceridade pois pode soar como grosseria, mas já que está tão decepcionada, faça o caminho inverso, vá pra outra área.

      • Oi Eliane! Obrigada pela resposta. Olha, apesar de já ter feito esse caminho inverso, continuo com a mesma opinião. Eu já cheguei a pensar que, já estou formada há tantos anos e as coisas lá na Uni-Rio devem ter mudado. Mas infelizmente, não mudou quase ou nada. Quando acesso o site da universidade, estão lá no corpo docente aqueles mesmos professores que me deram aula, os mesmos que já entravam na sala arrotando títulos. Aliás, como você mesma disse, e eu concordo totalmente, existe uma grande diferença entre prática e teoria. E concordo também, que ela exista em qualquer curso, até medicina que é tão” endeusada”. Mas em arquivologia, o que existe é um abismo. Os professores tem títulos, muitos, doutores, mestres… Eles não sabem e não tem disposição para dar uma boa aula. O conhecimento 100% teórico é deles, é a famosa educação bancária.
        Aqui no meu trabalho tem muitos estagiários, inclusive sob minha supervisão, vários de biblioteconomia e arquivologia. Eu fico triste quando ouço esses jovens falando do curso, da desorganização da Uni-Rio, da má vontade de funcionários administrativos e principalmente professores, da mesma forma que já acontecia há 20 anos atrás.
        Desculpe meu erro, quando disse que só tinha o curso em federais, na verdade não existe em nenhuma particular e sinceramente, se tanta gente assim, formada em arquivologia, conseguisse ótimos empregos, eu acredito que a faculdade particular já teria investido nesse curso há muito tempo.
        Gostei da sua sinceridade e não se desculpe, a rede está aberta para isso, à essas discussões provocantes que nos dão um novo olhar as nossas inquietações, portanto, são sempre bem vindas.
        Eu consulto este blog e acho interessantíssimo, só temos posições diferentes em relação a qualidade do curso, em especial, da Uni-Rio.

  2. Olá Lívia,

    Eu estudei Arquivologia na UNIRO, e, particularmente penso que é de lá o curso mais forte do Brasil nesta área, claro que tem seus professores excelentes e alguns bem mais ou menos, mas se você avaliar pelo mercado, vale muito a pena seguir com o curso. Desde os primeiros períodos há boas oportunidades de estágio e não há ninguém que formou comigo que eu saiba que está desempregado. Pra concursos também uma área excelente e tb há muitas oportunidades.

    Abç

    • Empregos são poucos na área privada, quase nada, e concurso… uma vaga, duas vagas.

  3. Concordo que o curso de Arquivologia da UNIRIO e o da Universidade de Santa Maria são os melhores do Brasil, sou formada pela UnB, eqnuanto aluna tive uma professora formada em Arquivologia a Profa. Dra. Kátia Isabelli, Atualmente, a composição dos professores de arquivologia 90% são bibliotecários. Mas, acredito que professores com José Maria Jardim, Armando Malheiros, Kátia Isabelli e Angélica Marques possam mudar esse panorama. Boa Sorte!

  4. Olá, Eliane!
    Estou pensando em cursar arquivologia na UFMG, mas observei que o curso é novo na instituição. Como li que você tem formação também pela federal de MG, gostaria de saber se você tem alguma opinião sobre o curso e como são as vagas de estágio e emprego na capital mineira.

    Abraços.

    • Olá Mariana,

      Que bom que está pensando em fazer o curso que é mesmo muito recente na UFMG. O corpo docente na instituição é composto por profissionas da Escola de Ciência da Informação, antiga Escola de Biblioteconomia, por isso, tem alguma influência dessa área, o que não é bom para a identidade do curso nem para o reconhecimento da Arquivologia enquanto área autonôma do conhecimento científico.
      Mas acredito que independente de qualquer coisa, a graduação em arquivologia é um diferencial para quem se forma, pois o número de profissionais é bem menor que a demanda do mercado. Isso tem vantagens e desvantagens. A meu ver, a principal vantagem tanto no mercado de trabalho em empresas privadas quanto no setor público, é a baixa competitividade. A maior desvantagem é que por ser um curso novo (a nível nacional surgiu no Rio de Janeiro – UNIRIO – em 1977) e por não ter um Conselho da Classe, a Arquivologia e o profissional arquivista não tem grande visibilidade social. Curso e profissional são desconhecidos socialmente.
      Uma outra desvantagem é que devido a ausência de profissionais, há muitas pessoas desqualificadas atuando como “arquivistas”, sendo contratadas e se denominadando arquivistas (ilegalmente, é claro, pois arquivista é aquele que cursou nível superior em Arquivologia). Assim, fica o estereótipo de que o arquivista é o profissional que arquiva documentos, e, francamente, se precisar fazer uma graduação pra abrir gavetas, é melhor fechar as portas da universidade.

      Sobre estágio na área aqui em Belo Horizonte, não sei precisar, (há oportunidades, mas não sei se muitas). No Rio de Janeiro, no entanto, onde cursei a graduação, é possível estagiar desde os primeiros períodos.

      Mas uma coisa é certa: cursando Arquivologia, não há como ficar desempregado após a graduação.

      Espero ter respondido suas questões. Avalie o que pesa mais pra você e boa sorte na sua escolha.

      Abraço
      Eliane

    • No Rio de Janeiro “chove” estágio. Aqui na Anac mesmo, é o que mais tem. Depois de formada (o) é que vem a surpresa, porque a maioria dos estágios é empresa pública, então, só concurso (uma vaga, duas vagas e olhe lá). A empresa privada, muita esperta, geralmente não contrata o profissional de arquivologia, isso aí é uma raridade. O que a empresa faz é viver de estagiário. Isso mesmo, termina o contrato com um, e põe outro, ou então, abre a vaga de “auxiliar de arquivo”, técnico de arquivo” e paga um valor muito inferior ao esperado.

  5. Ajudem-me, fui convocado para realizar uma prova prática de Técnico de Arquivo. E gostaria de saber de alguém tem conhecimento de prova prática de técnico de arquivo.Grato, sempre.

    • Oi Julio, siga as dicas da Marilena Leite e não tem erro.

    • Júlio, você precisa verificar em que área vai trabalhar (educação, transporte, aviação, tribunal, museu, petróleo, sei lá), veja no site do órgão que você prestou concurso. Porque se a prova é prática, deve ter relação com o trabalho, a área de atuação no cargo pretendido. O edital geralmente faz um resumo do perfil esperado do profissional (dê uma olhada nas atribuições específicas para o cargo), daí você já pode extrair alguma coisa. No edital deverá constar o que essa prova prática levará em consideração, isso aí tem em qualquer edital, mas se tratando de “técnico de arquivo” ou arquivista, meu filho, você pode esperar qualquer coisa.
      Ex.: A metodologia de aferição para avaliação dos candidatos consistirá em verificar suas habilidades em aplicar
      conhecimentos arquivológicos a situações concretas de gestão documental e de processamento de arquivos permanentes.
      Viu? Esse aí já deu uma dica, é arquivo permanente, daí já exclui um monte de coisas pra você não perder tempo!
      Então, provavelmente devem simular uma situação pra você atuar. Faça uma revisão nos métodos arquivísticos e tente uma relação com o trabalho, com a provável organização documental que já existe, procure saber os tipos de documentos que vai trabalhar: se são fotografias, mapas, processos…
      Eu acredito que você vai tirar de letra, se é pra um cargo técnico, deve ser mais um assessoramento às atividades do arquivo, mas é sempre bom dar uma lida em algum material e imaginar uma situação real.
      Boa sorte!

  6. Júlio, tento postar a fonte de onde pesquisei esse exemplo e não consigo (www.ufjf.br/copese/)!
    http://www.ufjf.br/copese/
    Será que dessa vez vai?

  7. Legal essas dicas. A minha surpresa e ter prova prática de técnico de arquivo, coisa q eu nunca tinha ouvido falar!

  8. Faço curso na UNIRIO sem dúvida os professores são bons mas não teria necessidade de curso superior, e eles escrevem diverso artigos, sempre repetindo os mesmos autores com as mesmas problemáticas, e outra só tem estágios as empresas privadas só querem estagiários quase não contratam profissionais a não ser para fazer uma consultória e depois deixar na mão dos estagiários, enfim os professores se acham ….porque a arquivologia funciona muito bem nas faculdades mas na realidade do mercado isso é besteira, e que bom que não exite curso técnico na área porque quando passar a existir as faculdades de arquivologia irão se esvaziar ainda mais. Estou já terminando e até agora estou desempregado e confesso não ver uma luz no fim do túnel logo que me formar, a não se eu conseguir logo de cara passar em algum concurso público e quando tiver também porque é uma vez ou outra que tem concurso na área, vejo mais para área de biblio e esse vai trabalhar com documentos também. Abraços!

    • Xico, estude mesmo para um concurso público, porque se depender do título de arquivista, você estará ferrado. Sabe o que eu acho? Que deveria existir um espaço para externar essas realidade, de um curso “sarcófago”, que não serve para nada além de empregar alguns dinossauros e sua turma. A realidade é essa mesma que você postou, mesmos autores, mesmas histórias. Há um nicho que se da bem, são as pessoas que tem todo tempo do mundo para virarem mestres e doutores em arquivologia. Então esses vão escrever os artigos que não passam de um “café requentado” sobre coisas que outros já escreveram. O que o profissional precisa é de emprego. Não pense que a biblioteconomia está melhor, a felicidade dos bibliotecários é que ainda tem um sindicato, coisa que nós arquivistas nem temos, estamos jogados às traças. Boa sorte para você!

  9. Atenção técncio de arquivo com o registro expedido no Ministerio do Trabalho. Bom pergunto pra que um registro profissional? Já que os Instituto Federal do São Paulo, não aceitou na hora da posse e exercicio, resultado eu Julio Cesar entrei na justiça federal de São Paulo, e o caso esta andamento. E tenho noticias que o Instituto Federal de Pernanbuco tbm, não aceito o registro profissional, e os candidatos tiveram que apresentar o Diploma de Arquivista. Na justiça federal do Paraná deu ganho de causa, para um candidado que provou exercer atividades tipicas de arquivo, e consegui tomar posse esse ano. O numero do processo a saber Nº 5026962-84.2014.404.7000. Assim, mais do que um conselho federal de Arquivologia, seria mais adequado o Ministério da Educação oferecer vagas de curso profissionalizante de técnico de arquivo, alem disso, a realizade do mercado para o Arquivista e depois de formado exercer trabalho técnico. Por que houve uma miopia na criação dos Cursos Superiores na Decada de 1970, profissional da area de Historia Administração, lutarampor um curso superior de arquio, q já na epoca exercia-se trabalho técnicos,

  10. Júlio, veja só a situação do “profissional de arquivo”, se é que podemos chamar assim. Você passa num concurso para técnico de arquivo, mas não toma posse porque esses profissionais estão no “limbo”. Isso mesmo, nem o céu e nem o inferno. É uma verdadeira colcha de retalhos, para ser considerado profissional nessa área, você pode ter um registro profissional, um curso técnico de arquivo (que nem sei se existe) e a tão famigerada graduação em arquivologia. Na hora de tomar posse, pergunta: qual dos 3 vocês aceitam?

  11. pois é Zilde, meus professores costumam dizer que a área é boa e que está boa (melhor do que era), porém todos têm outras graduações em seu currículo, como Ciência da informação (é bom número desses profissionais pelo menos na minha turma dando aula), História (esses esquecem seu pezinho na história), Biblioteconomia e outras como Museu etc. sem dúvida se não tivesse essas graduações as coisas seriam complicadas para eles, e agora existe mestrado em arquivo mas como já disse na minha opinião não tem necessidade de um curso superior quanto mais mestrado, e o que acontece é que quase ninguém passa na primeira tentativa para entrar na turma porque eles exigem muito, mas de assuntos já ultrapassado que não condiz com a realidade do profissional e muitos que procuram o curso já estão trabalhando há anos na área, e a metade é funcionário público que procura o mestrado só para ganhar um dinheirinho a mais no contracheque, que por sinal não faz mal algum, só que é complicado a gente passa quatro anos estudando e depois tem que passar mais alguns para poder passar em concurso e ter um emprego, mas fazer o que já começamos agora é terminar, abraço.

  12. só para deixar registrado vou ver se consigo fazer uma outra graduação, não sei qual ainda, pensei em biblioteconomia porém vejo muita gente formada nessa área fazendo arquivo assim como pessoal de história (que estão se formando e batendo cabeça para se colocar no mercado, pelo menos na minha turma vejo isso) quando vejo pessoas falando que muitos arquivista estão empregados eu vejo que eles tem outras graduações como essas que já citei, talvez eu faça administração de empresas existem vagas que pedem profissionais na área administrativa (empresa) com conhecimento em arquivo, ou seja não serei arquivista e sim administrador porém estarei trabalhando e assim me tornarei um arquivista empregado. Abraço.

  13. O mercado de Arquivologia é uma porcaria. Não façam faculdade de Arquivologia. Façam de Biblioteconomia que tem conselho e tem mais vagas. Na área de Arquivo as vagas existente são pouquíssimas. Eu já estou desempregada faz um tempão fiz várias entrevista e nada. Eles querem pagar pouco e exigir muito. Quando aparece concurso são poucas vagas. NÃO VALE A PENA INVESTIR 4 ANOS DA SUA VIDA numa profissão assim. Ainda mais agora com o país em crise, fica mais difícil ainda!

  14. É Alessandra, eu estou dizendo isso há muitos anos, cursos como esse deveriam acabar, e motivos não faltam. Graças ao avanço da tecnologia, é possível externar essas verdades e parar de viver de sonhos, envernizando a realidade. Uma coisa é desemprego, ou coisa é não existir emprego. Sim, porque uma área que aparece uma vaga para concurso, e na empresa privada te pagam pouco e ainda não assinam sua carteira como tal, fica difícil. E outra coisa que não tem cabimento é, você fazer o curso (imagina 4 anos!) e depois mudar de área, simples assim. Quer dizer, não está satisfeito? Mude de área. E assim os professores das instituições públicas e todos que “se matam” pesquisando as teorias do arquivo, não perderão seu tempo, seu dinheiro, seu prestígio e seu emprego. E você? Ah tá, você continuará desempregada ou fará concurso disputando com milhões, como nos relatou o Júlio. Faça e depois entre na justiça com sua crise de identidade profissional, para provar finalmente o que você é.

  15. Gente, se vocês estão insatisfeitos com área da Arquivologia, invistam o tempo e dinheiro de vocês em outra coisa.
    Arquivologia é um curso bom, tem um bom mercado de trabalho (PRA PROFISSIONAIS BONS E CAPACITADOS). E sobre a questão de concursos públicos, realmente são poucos. Mas se levarmos em consideração a quantidade de pessoas que disputam às vagas dentro da área da Arquivologia, podemos perceber que são bem inferiores comparados com outras áreas, como Administração (que são 10.000 pessoas ou mais disputando uma vaga).

  16. Sim Mário, você está certo, o problema não é o curso, somos nós. Ouviu Júlio, Xico e Alessandra? Não falta trabalho para (em caixa alta como fez nosso amigo) PROFISSIONAIS BONS E CAPACITADOS.
    Mário, tirando a descontração da minha brincadeira, observe que a discussão não é um bate boca de gente incompetente que ficou desempregada. Eu trabalho na área de arquivo e graças a aviação civil, fiz excelentes cursos de gestão documental (bem caros por sinal). Detalhe: Tem cursos com duração de 3 dias que você aprende tudo que nunca aprenderá na faculdade de arquivologia. Motivo: porque ela não se atualiza desde que foi criada, até porque, foi criada por interesses políticos, é um elefante branco. Outro detalhe: Esses cursos de capacitação em sua maioria (maioria ou todos), tem excelentes expositores que sabem tudo e mais um pouco de gestão documental e…não são arquivistas. Nunca pisaram numa faculdade de arquivologia. São dessa profissão aí que você disse ter 10 mil para uma vaga (bastante coisa!). Para mim, que trabalho na área, é decepcionante, até porque, não posso nem reclamar, a graduação é tão necessária que qualquer um que tenha outra formação pode domina-la. Acho que nem precisa de uma investigação minuciosa para entender o motivo. Ah sim, outra coisa, fazer um curso porque pouca gente vai disputar, mesmo tendo ciência que contará com essa uma vaguinha num órgão público, porque o privado é outra pedreira, é meio surreal. Eu penso que sua explanação é uma viagem. Abraços.

    • Entendo a sua colocação, Zilde!
      Sou acadêmico do curso de Arquivologia ainda e vejo algumas coisas que me desanimam um pouco, mas não penso em abandonar o curso. Até porque já estou no meio do curso. O que importa é que eu gosto e me identifico com a área. Só tenho um pouco de receio quando me formar, pois o que mais me deparo são empresas privadas pagando muito mal um arquivista, visto que tenho interesse em atuar na área privada.
      De qualquer forma, penso em fazer outra faculdade assim que eu me formar. Hoje, vejo que só com a graduação em Arquivologia não é o suficiente. Quero me especializar e fazer uma outra graduação. Talvez Economia ou Ciências Contábeis. Abraços!

  17. Então Mário, acho que você está entendendo o sentido da minha postura. Não é esculhambar ainda mais o curso (porque ele sozinho, há anos já faz isso), mas o que não tem cabimento é, algumas pessoas divulgarem por aí, que esse curso é muito bom, que a faculdade te dará toda base necessária (isso não é verdade- ela não te dá nem o mínimo, que é a base), que não faltam empregos pagando muito bem e por aí vai. Existe uma antipatia entre os cursos de biblioteconomia, arquivologia e museologia. Tem gente mais preocupada em “não misturar” esses cursos e disputar qual deles tem mais importância. Quando na verdade, já deveria existir apenas um curso na área de informação e com especializações em arquivo, museu e biblioteca. Com certeza seria um curso mais rico, voltado para tecnologia da informação aplicada a essas áreas, que por conta dessa disputa infantil, deixa os 3 cursos defasados e que mais parecem um sarcófago. Arquivo, Museu e Biblioteca, hoje, estão todos conectados ao mundo digital de alguma forma, mas não é isso que você aprenderá na faculdade, não chegará nem perto. E completando a sua inquietação, não tem cabimento fazer uma graduação com a certeza que TEM que fazer outra, mais 4 anos. Imagina, você fazer engenharia e antes de terminar, já ter a certeza que terá que fazer arquitetura, letras ou sei lá mais o que, porque o curso, não te dará retorno. É a coisa mais sem cabimento do mundo.

    • Zilde obrigada por ser tão franca. Eu estou terminando agora a graduação em arquivo, que já era pra ter terminado ano passado, mas engravidei e andava tão decepcionada com o curso que não fiz nenhum esforço pra terminar logo. Faço coro com vc que o curso nem deveria existir. Não ensina nada, são 4 anos de encheção de linguiça, pra chegar no mercado de trabalho e se deparar com uma realidade totalmente fora do que descrevem. Quando se tem um emprego né, pq a área é bem escassa de oferta de trabalho. Leio muito o pessoal que está ativo na arquivologia dizendo que o arquivista tem que se fazer importante e necessário na instituição. Puff, sinceramente não vejo como isso é possível, com bom treinamento, qualquer um pode trabalhar no arquivo. Agora eu só quero terminar logo esse curso, e claro, fazer outra graduação, ou investir em uma pós.

      • Graciela, o pior ainda está por vir. Imagine, se antes a nossa profissão já era uma colcha de retalhos sem nenhuma moral, imagine agora que o Arquivo Nacional e o Instituto Federal de Educação (IF Sudeste MG) resolveram assinar acordo de cooperação para implantação do curso técnico de arquivo EaD. Acabou tá.
        O que não existia acabou de acabar.
        Os dinossauros (diretores, consultores, pesquisadores (imagina, pesquisador de arquivo), professores (esses então, nossa, nem se fala), especialistas e membros de todos esses negócios aí de arquivo, que passaram a vida toda ganhando através da propagação desse universo paralelo, agora resolveram nos abençoar. É, porque o deles já está garantido, vão coordenar alguma coisa dos cursos técnicos de arquivo, que cá pra nós, já basta né.
        Ninguém nunca mais se dará ao trabalho de se quer contratar estagiário de arquivologia, vão contratar o estagiário do curso técnico, que custará menos. Olha, dá até canseira viu.

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